Instituto Fraunhofer FEP e IPEN apresentam em São Paulo tecnologias para tratamento da água

No Instituto Fraunhofer para Eletrônica Orgânica, Feixe de Elétrons e Tecnologia de Plasma - FEP (um dos principais parceiros para pesquisa e desenvolvimento em aplicações com feixes de elétrons) são desenvolvidos métodos e sistemas para o uso em dispositivos médicos, produtos farmacêuticos e proteção do meio ambiente e recursos naturais. O Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares - IPEN em São Paulo é a principal instituição brasileira de tecnologia ambiental e energia renovável do Brasil. Ambas as organizações querem cooperar juntas e irão apresentar, no workhop “AcEL - ACCELERATED ELECTRONS FOR LIFE”, suas competências no tratamento eficaz de águas residuais. O evento será realizado nos dias 06 e 07 de novembro.

Nossas águas residuais passam por um complicado processo de tratamento, com o objetivo de resultar em água potável. No entanto, uma publicação recente da Associação de Serviços públicos locais (VKU), da Alemanha, apontou que após o tratamento mecânico, biológico e químico, e mesmo depois de uma quarta etapa de purificação nas modernas estações de tratamento de esgoto, alguns microelementos ainda permanecem presentes nas águas. Isso ocorre, pois eles só podem ser reduzidos, mas nunca completamente removidos.

Após essa divulgação, a VKU entregou um documento de orientação ao Ministério Federal Alemão do Meio Ambiente, no qual eles pedem o uso responsável de microelementos. Para proteger os recursos de água potável o melhor possível, o ideal é que os microelementos sejam evitados em um estágio inicial ou, pelo menos, reduzidos.

No mundo inteiro, cientistas pesquisam métodos para o tratamento de esgoto. O Fraunhofer FEP e o IPEN também assumiram essa tarefa e estão utilizando elétrons acelerados para purificar a água.

“Os aceleradores de elétrons de baixa energia são uma ferramenta multifuncional que usamos com sucesso para a esterilização ou eliminação de hormônios e produtos farmacêuticos em águas residuais”, explica Frank-Holm-Rögner, chefe do departamento de processos com feixe de elétrons, o enfoque do Fraunhofer FEP. “Esses métodos de tratamento não são apenas economicamente superiores em relação aos outros, mas também em relação à sua respectiva utilização de energia e recursos”.

Os cientistas do Instituto FEP já são experientes no tratamento efetivo de pequenas quantidades de líquidos em escala laboratorial. Agora, eles querem otimizar o método para maiores quantidades de águas residuais. Primeiro, eles se concentrarão em soluções compactas para o tratamento de pequenas quantidades de líquidos próximos ao poluidor. O tratamento de contaminações altamente concentradas é significativamente mais eficaz do que o tratamento em enormes quantidades de água com baixo nível de contaminação. A criação de um acelerador de elétrons novo e compacto com energia de até 600 keV é parte da abordagem de desenvolvimento no tratamento em grande escala.

O IPEN, nosso parceiro brasileiro, já alcançou resultados positivos no tratamento, com o acelerador de elétrons de 1.5 MeV – 25 mA de feixe. Para o Dr. Wilson Aparecido Parejo Calvo, superintendente do IPEN, não há dúvidas: "Nossos campos de especialização se complementam de forma ideal. Podemos combiná-los para a proteção do meio ambiente e, assim, contribuir para a proteção de um recurso vital, a água". 

Ambos os institutos apresentarão, juntamente com outros parceiros, os campos de especialização, bem como outras tecnologias ambientais durante o workshop AcEL - ACCELERATED ELECTRONS FOR LIFE. O evento será realizado nos dias 6 e 7 de novembro de 2017, no IPEN, em São Paulo.

Os parceiros da indústria e da pesquisa podem se beneficiar deste evento para discutir a aplicação eficiente dessas tecnologias. Os Responsáveis políticos e econômicos também podem ter uma importante plataforma de informação. O objetivo do workshop é apresentar o potencial de uso inovador dos elétrons acelerados para a proteção do meio ambiente.

O evento é apoiado pelo Centro Alemão de Ciência e Inovação - São Paulo, bem como pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).

Para inscrições e mais informações sobre o evento, clique aqui.

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