DWIHs terão ação internacional conjunta e em rede

Margret Wintermantel, presidente do DAAD

Os atores das áreas de ciência e inovação alemãs irão cooperar ainda mais estreitamente no exterior. Em uma iniciativa conjunta entre governo, ciência e empresas que pesquisam, foi criada uma estrutura central para os centros alemães de ciência e inovação (DWIH). A convite do Ministério das Relações Externas (AA), fizeram-se representar na reunião constitutiva do recém-criado Conselho Curador dos DWIHs os ministérios alemães de Educação e Pesquisa (BMBF) e de Economia e Energia (BMWi), bem como o Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD) e seus parceiros na Aliança das Organizações Científicas. Participarão também do Conselho Curador a Federação da Indústria Alemã (BDI) e a Federação das Câmaras de Comércio e Indústria (DIHK). O DAAD assume o papel de gestão de todos os centros.

Atualmente, há centros alemães de ciência e inovação em cinco países. Como “vitrines” e representações conjuntas das organizações científicas alemãs, os DWIHs promovem, em Nova York, Tóquio, São Paulo, Nova Délhi e Moscou, a Alemanha como polo de pesquisa,ciência e inovação. Além disso, faz parte das tarefas dos DWIHs o estímulo a redes de cooperação entre ciência e empresas, assim como orientação e apoio a pesquisadoras e pesquisadores interessados.

A partir deste ano, o Ministério das Relações Externas está financiando os DWIHs de forma institucional por meio do DAAD. Segundo o secretário do Estado Walter Lindner, “os centros alemães de ciência e inovação são um elemento indispensável de nossa diplomacia científica. Em um mundo cada vez mais interconectado na competição pelas melhores mentes, o objetivo deve ser tornar nossas ofertas de pesquisa ainda mais visíveis no exterior. Isso só é possível com uma cooperação estreita de nossas instituições de pesquisa e ciência”.

A presidente do DAAD, Margret Wintermantel, ressalta: “A internacionalização da ciência é uma tarefa transversal. A interconexão, em locais estratégicos, das atividades internacionais de instituições alemãs de ensino superior e de pesquisa não-universitária, bem como de empresas que realizam pesquisa, é uma característica única dos DWIHs. O DAAD assumiu a importante tarefa de organizar essa rede mundial e continuar a desenvolvê-la com sua expertise internacional.”

Otmar D. Wiestler, presidente da Associação Helmholtz (HGF) e atualmente porta-voz da Aliança das Organizações Científicas, complementa: “Nossas organizações de pesquisa e algumas de nossas instituições do setor já estão bem estabelecidos com representações no exterior. Com os DWIHs, queremos contribuir para fortalecer as sinergias entre as organizações científicas no exterior e possibilitar a todos os agentes alemães interessados o acesso a redes internacionais.”

O trabalho dos DWIHs visa oferecer informação por meio de atividades em rede, publicações e eventos temáticos, bem como conectar agentes da Alemanha e do país anfitrião nas áreas de pesquisa e inovação. Além disso, deverão ser apoiados projetos concretos de cooperação entre cientistas da Alemanha e dos países anfitriões dos DWIHs por meio de serviços específicos de consultoria e suporte. Dessa forma, informações para a cooperação científica estão reunidas em um só lugar e os DWIHs podem colocar à disposição seu conhecimento específico sobre sistemas de inovação e de fomento, de ambos os países. Eles são um elemento central da política externa alemã de ciência.

Fonte: DAAD

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